Pequeno Herói

Largo da Graça, 79, Lisboa T 21 886 1776/8 F 21 886 1778 E pequenoheroi(arroba)clix.pt

domingo, fevereiro 27, 2005

De portas abertas

E pronto. Já está. A inauguração do Pequeno Herói correu bem. O nosso Herói teve muitas e boas visitas que muito o alegraram e espera ter muitas mais visitas (as mesmas e outras) daqui para a frente. Para que isso aconteça, o Pequeno já nos confirmou que não vai descansar à sombra deste sucesso, tendo já na manga (ou será debaixo da capa?) muitas iniciativas com vista à animação da romântica colina da Graça. Até lá aqui fica o horário de funcionamento da loja:

Terça a Sexta-Feira: 10-20h
Sábado e Domingo: 15-19h
Segunda-Feira: Encerrado.

Apareçam. E divirtam-se.

quinta-feira, fevereiro 24, 2005

Obrigado

Ao Joaquim e ao Pedro pelas simpáticas referências. Lá estaremos para vos receber. E pedimos desculpas antecipadas pelas prováveis olheiras que envergaremos. Nada que não se disfarce com um sorriso...

Adenda: O mesmo para a Rita.

terça-feira, fevereiro 22, 2005

O Botequim II

«Nessa altura [1975], o Botequim foi um dos centros de conspiração em favor da liberdade por onde muita gente passou, ajudando a dar alento à nova resistência – jornalistas, escritores, artistas, políticos, nacionais e estrangeiros, militares do Grupo dos Nove e até alguns saneados... Lembro-me de que, uma vez, conheci no Botequim Graham Greene, que, interessado pela Revolução dos Cravos, alguém lá levou para que o escritor inglês sentisse o pulsar do momento tão interessante que então se vivia.»

(idem, ibidem)

O Botequim I

«[D]esde 1972, o Botequim, ali à Graça, era a animada tertúlia de Natália, onde tudo acontecia: discussões de arte e política, de literatura e filosofia, animado convívio, alguma estúrdia: cantava-se, exercitava-se a má língua, comia-se a altas horas, nem sempre bem, bebia-se muito, namorava-se, faziam-se e desfaziam-se casamentos...»

(Mário Soares, in Retrato de Natália Correia, Ângela Almeida, Círculo de Leitores)

A Graça

A Graça é um bairro de tradições populares e que serviu de cenário a importantes acontecimentos da história nacional e lisboeta. A colina da Graça era, desde a Alta Idade Média, um arrabalde da alcáçova muçulmana com a designação de almafala ou almofala. Em 1147, D. Afonso Henriques instalou aqui o arraial das suas tropas para tomada da cidade aos mouros. No mesmo ano ainda começava a construção do eremitério de S. Gens. No século XVI funda-se o Convento das Mónicas, e no século seguinte assiste-se à construção de palácios na colina da Graça.

O conjunto formado pela Igreja e Convento da Graça constitui uma imponente massa arquitectónica que domina poderosamente a cidade. Frente à igreja fica uma das várias vilas de finais do século XIX, a Vila Sousa. E mesmo ao lado da entrada principal, o n.º 79 é local para recordar a inspirada açoriana que Lisboa adoptou – Natália Correia. O seu Botequim ainda ali se encontra, a lembrar as tertúlias que a poetisa animou, antes e pós-25 de Abril.

Na Rua da Graça ainda se pode observar o edifício em que funcionou o antigo Cinema Royal, o primeiro em Lisboa a passar filmes sonoros, agora transformado em galeria comercial.

Subindo a Rua da Senhora do Monte chega-se ao miradouro, um dos melhores de Lisboa, e à Capela da Senhora do Monte. A pequena ermida alpendrada guarda no seu interior a cadeira de S. Gens, que pertenceu ao primeiro bispo de Lisboa. Reza a lenda que o cadeirão de pedra é benfazejo para as grávidas que nele se sentarem, tornando os partos fáceis; ainda hoje muitas delas não resistem à tentação e dão crédito à crendice.

(adaptado, para não dizer roubado, daqui)

Nota final: Embora não nos tenhamos sentado no benfajezo cadeirão (mas, longe de nós, questionar a dita crendice), temos ainda assim as melhores expectativas para o nosso Pequeno Herói.

Faltam 4 dias

É já no próximo sábado, pelas 17 horas, que o Pequeno Herói abre as portas ao público. Situado no nº 79 do Largo da Graça, no espaço que passou a figurar na história como o Botequim de Natália Correia, o Pequeno Herói, à sua medida, procurará honrar o legado que recebe.
Antes de mais, pelo nome, que deriva do título do primeiro livro de Natália Correia (Grandes Aventuras de um Pequeno Herói).
Em seguida, por pretender revitalizar aquele espaço, enquanto local de cultura.
Por último, por, partindo do passado, querer contribuir para a construção do futuro.
Por tudo isso, o Pequeno Herói será uma livraria.
E por tudo isso o Pequeno Herói será uma livraria infantil.
Por tudo isso e ainda mais o Pequeno Herói disporá também de um espaço dedicado aos adultos.
Para que estes, amparando o caminho dos mais novos, não se esqueçam de percorrer o caminho que também é deles.

A grande aventura

Duas almas, dois corpos se entregaram a trabalhos em que nunca antes se haviam visto.
Afagar, envernizar, abrir e tapar buracos, aplicar isolantes, carregar e subir a andaimes com despeito perante as vertigens, pintar paredes, portas e móveis com laivos artísticos, improvisar decorações com o máximo de economia, e ao mesmo tempo correr para aqui e para ali, gastando pequenas fortunas em telefonemas.
Tudo para que no próximo sábado o Pequeno Herói esteja de pé e com as portas abertas de par em par para o futuro.
Pequenos heróis seremos, mas ínfimos seriamos sem a colaboração de outros heróis: o Sr. Pereira, o Marco, o Abraão, o Chico, o Manel, a Dona Lena Carmo da Associação Zeca Afonso.
A eles, em particular, e a todos os que connosco acreditaram o nosso profundo agradecimento.
E a todos os heróis incógnitos a não menor gratidão por nos darem a motivação para esta grande aventura.

domingo, fevereiro 13, 2005

Contagem decrescente

A treze dias da abertura do Pequeno Herói, é inaugurado este blogue. Por enquanto ainda em fase de testes (e com pouco tempo para estes porque as obras na livraria estão a ocupar-nos o tempo quase todo). Em breve, esperemos que com a mesma dinâmica que queremos imprimir ao velhinho Botequim. A linguagem está ainda muito cifrada? Em breve deixará de estar.